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Pais são condenados a 25 anos de prisão cada um pela morte do filho de 2 anos em Vila Velha

Jeorgia Karolina Teixeira da Silva e Maycon Milagre da Cruz foram condenados a 25 anos de prisão pela morte do próprio filho Reprodução Maycon Milagre da Cr...

Pais são condenados a 25 anos de prisão cada um pela morte do filho de 2 anos em Vila Velha
Pais são condenados a 25 anos de prisão cada um pela morte do filho de 2 anos em Vila Velha (Foto: Reprodução)

Jeorgia Karolina Teixeira da Silva e Maycon Milagre da Cruz foram condenados a 25 anos de prisão pela morte do próprio filho Reprodução Maycon Milagre da Cruz e Jeorgia Karolina Teixeira da Silva foram condenados a 25 anos, três meses e nove dias de prisão, cada um, pela morte do próprio filho, Jorge Teixeira da Silva, de 2 anos, em 4 de julho de 2022. Foram três dias de julgamento até a sentença. Os dois foram submetidos ao júri popular no Fórum de Vila Velha, na Grande Vitória, e condenados pelo crime de homicídio por omissão, qualificado pelo emprego de meio cruel e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O casal também respondia por estupro de vulnerável, mas foi absolvido dessa acusação. O próprio MPES pediu a absolvição após as provas produzidas em plenário levantarem dúvidas sobre se as lesões encontradas na criança haviam sido provocadas por atos libidinosos. A pena também foi aumentada pelo fato de a vítima ser filho dos réus e ter menos de 14 anos, conforme a denúncia do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES). Criança com suspeitas de violência Na madrugada de 4 de julho de 2022, Jorge Teixeira da Silva foi levado pela mãe ao Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha. Segundo a Polícia Civil, Jeorgia informou, ao chegar ao local, que a criança estava com pneumonia. Porém, os médicos identificaram lesões no menino que levantaram suspeitas de violência. LEIA TAMBÉM: 'DESCE MADEIRA. É TERAPIA': veja mensagens entre vigilantes presos por matar e torturar moradores em situação de rua no ES VÍDEO: repórter da TV Gazeta viraliza após brincadeira de entrevistado sobre pepino: 'duvido que você adivinha o que vou fazer' AGRESSÕES: Vereador da Serra é condenado a três anos de prisão e perda do mandato após invadir a casa da ex A investigação começou após a polícia tomar conhecimento da morte da criança e receber informações sobre possíveis sinais de violência sexual. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para que fossem realizados exames com o objetivo de determinar a causa da morte. Segundo a Polícia Civil, Jeorgia e Maycon apresentaram resistência quando souberam do protocolo de transferência do corpo do Himaba para o IML. De acordo com a investigação, eles tentaram fazer com que a criança fosse levada diretamente para uma funerária, sob a alegação de que não seria necessária a realização de autópsia. Na época, a polícia também afirmou ter considerado estranho o comportamento dos pais entre a chegada ao Himaba e a detenção. Segundo os investigadores, o casal demonstrava indiferença com a morte da criança. Sêmen e sangue são encontrados em roupa de menino de 2 anos morto após estupro e tortura Após a realização de um exame no IML, o médico-legista apontou que o menino havia sido violentado sexualmente e que a causa da morte foi "choque séptico e peritonite, decorrente da perfuração do reto e do ânus devido a um trauma contuso anal". A pneumonia, antes relatada pela mãe, foi descartada pela Polícia Civil. Esses elementos foram considerados na denúncia apresentada pelo Ministério Público. Durante o julgamento, entretanto, as provas relacionadas à acusação de violência sexual foram colocadas em dúvida. Diante disso, o próprio MPES pediu aos jurados a absolvição dos réus pelo crime de estupro de vulnerável. Defesa alegou inocência da mãe Jeorgia é representada pelo advogado Lucas Kaiser Costa. Na véspera do início do julgamento, o advogado contou que provaria que sua cliente era inocente e que suas ações foram de uma mãe diligente, que buscou socorro e atendimento para o filho. A expectativa era de que fosse absolvida das acusações. Kaiser destaca que o tempo de tramitação do processo, quatro anos, decorre das peculiaridades do caso, que considera complexo. O advogado destaca que mais de 20 pessoas foram ouvidas durante as audiências de instrução. O advogado de Maycon não foi localizado pelo g1 até apublicação da reportagem. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo